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Vigília Contra a Violência Racista e Xenófoba!

06 DE JUNHO DE 2020
Apelamos que todos/as os cidadãos e cidadãs participem numa manifestação de repúdio pelo racismo e xenofobia no próximo sábado, dia 6 de Junho, pelas 18 horas, na praça da República (Rossio).
⚠️ Tendo em conta a atual situação, disponibilizamos desinfetante e solicitamos que todas as pessoas se manifestem com respeito pelas normas prescritas pela DGS, nomeadamente cumprindo distância física referenciada pela organização e uso de máscara.

A 25 de maio, os gritos de George Floyd ecoaram por todo o mundo, quando este gritava “I can’t breathe”, ao ser asfixiado por um agente policial, imagens que chocaram todas as pessoas que as viram. Não é a primeira vítima do racismo nos EUA atravessado de há séculos por uma postura racista e xenófoba.

A Plataforma Já Marchavas enquanto um movimento de cidadãs/ãos e de coletivos unidos na defesa de direitos Humanos não pode manter-se em silêncio face a atentados racistas. Não basta sermos contra o racismo, é preciso repudiar de forma clara e inequívoca a violência racista

Também em Portugal assistimos a atos de prepotência discriminatória, nomeadamente por parte de quem deveria estar ao serviço das pessoas e garantir o cumprimento do artigo 13º da Constituição que consagra a igualdade de todos os cidadãos perante a lei e prescreve que” ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica , condição social ou orientação sexual.”

São inúmeros os casos de violência policial contra comunidades étnico-raciais ou imigrantes, como os abusos de que foram alvo jovens da Cova da Moura em custódia na esquadra de Alfragide, as agressões policiais no Bairro da Jamaica, e este ano, a agressão a Cláudia Simões, cujo único crime foi não ter consigo o passe da sua filha de 12 anos. ou o bárbaro espancamento de um cidadão ucraniano por parte do SEF no aeroporto da Portela que lhe provocou a morte. São recorrentes as situações de discriminação em relação ao acesso à educação, habitação e emprego de comunidades consideradas como minoritárias. O mito de que em Portugal não existem graves manifestações de racismo e xenofobia institucionalizadas, nomeadamente no interior de forças policiais perpetua esta violação dos direitos humanos. Apesar destes casos e do ex vice-presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) admitir existir racismo dentro das forças policiais, um estudo da UC diz que em 10 anos não existem condenações por discriminação étnico-racial nesta área e que nas áreas de educação e habitação apenas três das queixas resultaram em condenações.

Por rejeitar a violência racista e xenófoba a Plataforma Já Marchavas manifesta o seu apoio às iniciativas que decorrem pelo mundo.

O racismo é o vírus pandémico cuja cura habita dentro de nós!

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Plataforma Já Marchavas

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