UM MOVIMENTO EM MARCHA

A CIDADANIA NA RUA!

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4.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTQIA+

10 de outubro de 2021

Continuamos a ter fortes e diversas razões para sair à rua, para erguer a voz e marchar pela interseccionalidade dos Direitos Humanos. A LGBTQIA+fobia continua a matar em todo o mundo.

Não podemos continuar indiferentes a estes casos violentos e continuar achar que já se conquistou tudo, de que somos totalmente livres, de que a luta está concluída, quando ao nosso lado vemos que ainda está tudo por fazer.

A luta pelos direitos LGBTQIA+ é internacional e devemos continuar vigilantes a todos os ataques e opressões que ponham em causa a liberdade, o direito a ser quem somos, o direito amarmos quem quisermos.

Em Viseu e em todo o mundo: a resposta será o amor e a tolerância, nunca o ódio e a opressão!

Dia 10 de outubro junta-te a este movimento de cidadania e vem marchar em Viseu.

🏳️‍🌈 O ORGULHO EXISTE, RESISTE E SAI À RUA!

SUBSCREVE O MANIFESTO AQUI: https://forms.gle/oVhUjYHQL3c5TLwP7


Dizemos BASTA!

BASTA! às micro-agressões e comentários depreciativos à identidade e integridade física de cada pessoa.

BASTA! de comportamentos discriminatórios e tratamento desigual no acesso à saúde, educação, família, trabalho, desporto, lazer, etc.

BASTA! de tortura psicológica que leva a altas taxas de suicídio entre as pessoas LGBTI+.

BASTA! de menosprezo por parte de autoridades locais/municipais na obrigação de assinalar o repúdio e condenação dos atentados à liberdade e dignidade pessoal como aquela que recentemente assistimos em Viseu por parte de militantes do CHEGA.

BASTA! de neutralidade quando falamos de Direitos Humanos.


Reivindicamos!

A criação de condições de igualdade plenas.

A execução de um plano Plano Municipal LGBTI+.

A criação de redes de apoio, de diálogo e acompanhamento de pessoas que sofram dos diferentes tipos de violência LGBTI+fóbica.

A implementação de ferramentas de ensino e aprendizagem de temas de saúde sexual e diversidade de género a profissionais da saúde, do ensino, da justiça e segurança civil, de forma a não alimentarem comportamentos discriminatórios e de injustiça social.

 

Manifesto da 4.ª Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTQIA+

10 de Outubro de 2021

O orgulho existe, resiste e sai à rua!

A escolha deste dia, 10 de Outubro, véspera do Dia Fora do Armário, internacionalmente conhecido como The Coming Out Day, para a realização da 4.ª Marcha LGBTQIA+ de Viseu, não pretende ser mera coincidência. Continuamos a ter fortes e diversas razões para sair à rua, para erguer a voz e marchar pela interseccionalidade e inalienabilidade dos Direitos Humanos. 

A Plataforma Já Marchavas, movimento de cidadania e de coletivos pelos Direitos Humanos, Animais e Ambientais, uma Plataforma democrática, inclusiva e participativa, pretende celebrar neste dia a coragem de todas as pessoas que escolhem ser quem são num mundo avesso à diversidade e à diferença, e a coragem de quem vive em ambientes de preconceito e discriminação, resistindo contra eles. Pretende, também, relembrar e vigiar os abusos de uma extrema-direita cada vez mais presente não só na Europa, não só em Portugal, mas também na cidade de Viseu.

Pretendemos relembrar, naquela que foi considerada como capital da Homofobia em 2005, que a luta do Orgulho LGBTQIA+, a coragem de ser, existir e amar, tantas vezes descredibilizadas, discriminadas e violentadas pela sociedade heteronormativa dominante, consumada não só no dia de hoje mas todos os dias, é uma luta internacional e interseccional, tendo no seu desígnio dar visibilidade a todas as pessoas independentemente da sua orientação sexual, identidade ou expressão de género. 

De Viseu para o mundo, pretendemos recordar que os trilhos perigosos do passado continuam a ser uma ameaça no presente e no futuro. Que o ódio e a opressão resistem à tolerância e diversidade, às diversas formas de amor e, enquanto assim for, a liberdade democrática legada nos 47 anos de Abril continuará comprometida. Que não só as atuais gerações como as vindouras permanecerão amordaçadas pelas implicações das formas de violência sistémica.

Num ano marcado pelos efeitos de uma pandemia com consequências nefastas além fronteiras, que nos obrigou ao cumprimento de regras de segurança geradoras de uma crise económica e social sem precedentes, as pessoas em situação de vulnerabilidade social foram afetadas de especial forma provando que a luta pelos direitos LGBTQA+ é mais necessária que nunca. 

A organização desta 4.ª edição da Marcha de Viseu, consciente do isolamento a que muitas pessoas LGBTQIA+ estão frequentemente sujeitas no interior, especialmente neste ano marcado pelo distanciamento e isolamento profilático, pretende, assim, dar visibilidade a todas as pessoas que se viram obrigadas a viver em ambientes familiares hostis, às vítimas de violência no namoro e de violência doméstica, a quem perdeu o seu trabalho e por carência económica passou a viver em situação de sem-abrigo, a profissionais do sexo, setor uma vez mais marginalizado pela insuficiente ou inexistente proteção social no nosso país.

Salientamos o importante papel dos Movimentos Ativistas pelos Direitos Humanos na conquista de direitos no país, do esforço e da luta de tantas pessoas que lutaram para que hoje Portugal seja considerado como dos países mais “Gay Friendly” da Europa e do Mundo, ainda que, com fragilidades no cumprimenro destes direitos. De todas as pessoas que através da sua resiliência continuam a digladiar-se contra mentalidades conservadoras e hostis, no trabalho, na saúde, nas escolas, em casa, e que, por motivos excepcionais, se viram obrigadas a adiar ou a cancelar a luta coletiva, na rua.

Através deste Manifesto, pretendemos repudiar e combater os discursos de ódio. Reivindicamos a luta pela liberdade de expressão; a criação de condições de igualdade plena; a exequibilidade da Moção Municipal para a Criação de um Plano Municipal “Viseu Zona de Liberdade LGBTI+” que não se fique apenas pela sua promessa, mas que seja efetivamente cumprida; a criação de redes de apoio, de diálogo e acompanhamento às pessoas que sofram dos diferentes tipos de violência LGBTI+fóbica no interior; a implementação de ferramentas de ensino e aprendizagem de temas de saúde sexual e diversidade de género a profissionais da saúde, do ensino, da justiça e segurança civil, de forma a não alimentarem comportamentos discriminatórios e de injustiça social.

Dizemos BASTA!

BASTA! às micro-agressões e comentários depreciativos à identidade e integridade física de cada pessoa; 

BASTA! de comportamentos discriminatórios e tratamento desigual no acesso à saúde, educação, família, trabalho, desporto, lazer, etc.

BASTA! de tortura psicológica que leva a altas taxas de suicídio entre as pessoas LGBTQIA+;

BASTA! de menosprezo por parte de autoridades locais/municipais na obrigação de assinalar o repúdio e condenação dos atentados à liberdade e dignidade pessoal como aquela que recentemente assistimos em Viseu por parte de militantes  do CHEGA!;

BASTA! de neutralidade quando falamos de Direitos Humanos!

Em Viseu e em todo o mundo: a resposta será o amor e a tolerância, nunca o ódio e a opressão! O orgulho existe, resiste e sai à rua!

:: PROGRAMA DA MARCHA (10 OUT):

15H00 – Concentração no Jardim sensorial de Santo António

16H00 – Arranque da Marcha

16H35 – Chegada ao Jardim Tomás Ribeiro (Rossio)

SUBSCREVE O MANIFESTO AQUI: https://forms.gle/oVhUjYHQL3c5TLwP7

ORGANIZAÇÕES
A Coletiva
Ação Pela Identidade
Associação ILGA Portugal
Bloco de Esquerda
Carmo’81
Climate Save Portugal
Delegação Regional do Centro – Saúde em Português
Dezanove
esQrever
GAPQ – Grupo de Apoio a Pessoas Queer
Juventude Socialista
Olho Vivo – Nucleo de Viseu
OPUS DIVERSIDADES
Mangual em Movimento
Marcha do Orgulho LGBT+ de Barcelos
Marcha do Orgulho do Porto
Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia
PAN Viseu
PLEASUREisPOWER
Porto Inclusive
Portugal Gay
Pride Valley
Projeto Identidade
Queer Tropical
rede ex aequo – associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexo e apoiantes
Saber Compreender
SOS Racismo
The Revolution will not happen on your screen
Transexual Portugal
UMAR Viseu
Volt Portugal

EM NOME INDIVIDUAL
Daniel Santos Morais
Sara Brown
José Palhares Falcao
Manuela Maria Coelho Antunes
Carlos Couto
Ana Carolina Damas Gomes
Tiago Resende
Pedro Correia
António Serzedelo
Fátima Pais
Diogo José Pina Chiquelho
Susana Henriques
Catarina Vieira e Castro
Inês Coelho
Miguel Saraiva
Fátima Teles
Rita Cardoso
Elsa Batista
David Almeida
Beatriz Batista
Marta Santos
Marco Graça
Miguel Rodeia
Ana Carvalho
Patrícia Cardoso
Sandra Correia
Vítor Martins
Philipe Eric Enggist
Célia Rodrigues
Tiago Marques
Cecília Cardoso
Cristina Matos
Catarina Pires
Ana Francisca Fernandes de Almeida Simões
Sílvia Meneses
Sara Cunha
Tomás Anjos Barão
Aberl Fernando Barros Rodrigues
Helder Inês
Marta Ramos
Carla Gomes
Carolina Pia
Mélany Mendes
Dora Filipa Matos
Humberto Mendes
Nuno Sá
Andreo Gustavo
David Santos
Miguel Loureiro
Mariana Macedo Vieira
Diana Inês Santos Pinto
Alexandra Gil
Eduarda Alice Santos
Jo Rodrigues
Nuno Leocádio
Helder Bértolo
Ana Luísa Sanches da Gama
Rúben Borges
Ana Pardal
Filipe Gaspar
Lúcia Vilhena
Carla Patrícia Duarte Monteiro
Lia Carvalho
Maria Aleksandrovna Kiseleva
Kateryna Parubok
Diogo André Silva de Barros
Elia Henriques
Beatriz Oliveira da Costa Faro
Fabíola Cardoso
Nuno Queirós
#NÃOMECALAS
Marco António Carvalho Araújo
Olga Resende Araújo Moreira
Cristina Nogueira
Sofia Neves