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Greve Climática Global

27 de setembro de 2019

Hoje desejamos falar do amanhã, amanhã esse que nem sequer poderá existir, Trata-se de um amanhã onde as temperaturas estarão desreguladas durante todo o inverno e, durante o Verão. Enfrentaremos quantidades colossais de água em algumas zonas e secas extremas noutras.Trata-se de um amanhã onde países inteiros serão engolidos pelo mar, em consequência do degelo dos calotes polares e aumento do nível das águas deste.

Trata-se de um amanhã onde o próprio ar que respiramos será tão tóxico que nos mata lentamente, em que a chuva que cai irrita a pele ao toque, e corrói tudo o que encontra.

Trata-se de um amanhã onde a vida animal será dizimada: deixarão de haver peixes no mar, o número de insectos prevê-se que seja metade em 2050 – o que condicionará a reprodução das plantas – deixarão de haver pássaros no ar, deixarão de haver animais na própria Terra. A única coisa que restará será o monstro que os destruiu a todos, sozinho e a desaparecer lentamente…

E porquê? Porque é que o nosso amanhã vai ser assim?

O nosso amanhã será assim porque ninguém quer saber, porque a Amazónia arde e não existe cobertura mediática, porque o presidente do Brasil insiste em culpar as associações ambientalistas em vez de resolver o problema, porque o presidente norte-americano persiste com o argumento de que as alterações climáticas são uma invenção, porque os grandes monopólios poluidores cada vez mais poluem, sem que ninguém lhes aponte responsabilidades.  Continuamos a assistir a uma má gestão e uso da água, dos solos e das florestas: consumimos demais e sem qualquer respeito pela natureza, desgastando-a até ao limite.

Porque tu, sim tu, atiras aquele embrulho de plástico para o chão e insistes que não faz diferença nenhuma. Faz pois! Faz toda a diferença porque, como tu, milhões e milhões de pessoas agem da mesma maneira.

Como consequência, o nosso futuro já não é garantido e muito menos garantido será o dos nossos filhos e netos. Não é isso que queremos! Queremos que haja mudança em prol do nosso bem estar futuro, e não dos interesses de uma menor minoria que só se preocupa consigo.

Queremos ser ouvidos! Queremos deixar de ser menosprezados, e queremos ser incluídos nas grandes decisões!

 

https://www.youtube.com/watch?v=X6wkFViQRF0&feature=youtu.be

Concentração às 10h30, no Rossio, em Viseu

Convocamos nova greve climática:

Depois de duas greves climáticas estudantis, que por todo o mundo mobilizaram milhões de jovens pela justiça climática, e depois de o governo português ter finalmente declarado o estado de emergência climática, chegou o momento de todas as pessoas (nós) fazerem greve Global pelo Clima no dia 27 de setembro.

Viseu participou na segunda greve climática estudantil (24 de maio), tendo contado com mais de 600 estudantes, pelo que convocamos todas e todos os/as estudantes do ensino básico, secundário e superior; encarregados/as de educação; trabalhadores/ras; ativistas e cidadãs/ãos a participarem na III greve climática. A Plataforma Já Marchavas e a Greve Climática Estudantil de Viseu voltam a organizar uma nova grave, desta vez para todas as pessoas!

Participa, mobiliza, traz cartazes, pois é preciso revolucionar!

Vivemos em emergência climática e urge a necessidade de transformar a nossa sociedade e a economia de forma a a que na próxima década se consiga reverter os consecutivos crimes ambientais e assegurar um futuro para a humanidade e para o nosso Planeta: cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030 será a maior transformação que a Humanidade já empreendeu, e é exactamente aquilo que nos diz a Ciência que tem de acontecer.

“As sociedades, os estados e as pessoas terão de cooperar e empenhar-se neste processo histórico sem precedentes, global e nacional, territorial e ambiental, económico e social. No dia 27 de Setembro paramos para avançar. Paramos porque o nosso futuro, o de todas as gerações hoje vivas, está a ser-nos roubado em frente aos nossos olhos. Paramos porque somos as últimas gerações que podem resolver o problema criado pelo sistema em que vivemos e, portanto, somos aquelas que têm o dever de fazê-lo, de garantir a quem nasce hoje que terá, no mínimo, as mesmas condições que nós tivemos de viver e de prosperar. Paramos porque não podemos tolerar o agravamento da injustiça social climática que atinge sobretudo quem mais obstáculos encontra em caso de desastres climáticos: as mulheres (trabalho dos cuidados domésticos, familiar e de saúde, sobrecarga na acumulação com o emprego), as pessoas deficientes, as pessoas mais pobres e sem acesso a emprego e/ou salário dignos, habitação decente, alimentação e saúde, pessoas racializadas e outras discriminadas e excluídas.”

“Paramos porque não é possível continuar a fingir que será com pequenos remendos e “ambições” que avançamos, mas sim com acções concretas e mudanças profundas, construídas socialmente para responder a um problema sem paralelo. Paramos pela vida. Paramos pelas nossas vidas. Paramos porque a máquina fóssil tem de parar e porque temos mesmo de ganhar este combate. Paramos porque não há mais tempo a perder.”

Salvar o nosso futuro é o nosso direito.

Para um problema global, uma resposta global.

Porque não há Planeta B!

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Plataforma Já Marchavas

marchaviseu@gmail.com