Votações aprovadas por unanimidade, na 1.ª Assembleia Popular de Viseu, no dia 23 de outubro.
Proposta de Voto n.º 1 – Assembleia Popular de Viseu | 23 de outubro de 2026
Pelo Direito à Habitação Digna e Acessível
Considerando que a habitação é um direito fundamental e não pode continuar a ser tratada como um negócio ao serviço da especulação imobiliária;
Considerando o aumento das rendas, das prestações, a preço das habitações, a dificuldade crescente no acesso à habitação e a insegurança vivida por milhares de famílias;
A Assembleia Popular de Viseu, reunida a 23 de outubro de 2026, propõe a aprovação das seguintes reivindicações:
- Revogação da nova lei do arrendamento, que vem piorar ainda mais a lei atual, facilitando os despejos e aumentando o número de rendas pagas no início do contrato;
- Fim dos despejos abusivos, garantindo a proteção dos inquilinos e impedindo que famílias sejam privadas de uma habitação digna;
- Fim da compra de imóveis por fundos abutres e combate à especulação imobiliária, travando o investimento especulativo de fundos imobiliários que contribui para o aumento dos preços da habitação;
- Aumento significativo do parque habitacional público, através de investimento na construção, reabilitação e disponibilização de habitação pública a preços acessíveis;
- Recuperação dos imóveis devolutos para fins habitacionais, promovendo a sua reabilitação e utilização para responder às necessidades de habitação da população;
- Imposição de tetos máximos às rendas, estabelecendo limites aos valores praticados no mercado de arrendamento, de forma a garantir rendas compatíveis com os rendimentos das famílias.
A Assembleia Popular de Viseu exige que o direito à habitação seja colocado acima dos interesses especulativos e que sejam tomadas medidas urgentes para garantir uma casa digna e acessível para todas as pessoas.
A habitação é um direito, não é um negócio!
Proposta de Voto n.º 2 – Assembleia Popular de Viseu | 23 de outubro de 2026
Voto de Solidariedade com os Manifestantes pelo Direito à Habitação e de Repúdio da Repressão
Considerando que o direito à habitação é um direito fundamental, consagrado na Constituição da República Portuguesa;
Considerando que, no Porto, em Lisboa e noutras localidades do país, cidadãos e movimentos têm mantido protestos e acampadas em defesa do direito à habitação, dando voz às dificuldades sentidas por milhares de pessoas;
Considerando que estes manifestantes têm permanecido nas ruas, dia após dia, resistindo e lutando por um direito que deve ser garantido a todas as pessoas;
Considerando os relatos de intervenções repressivas das autoridades sobre estes protestos, que suscitam preocupação quanto ao respeito pelos direitos de manifestação, reunião e expressão;
A Assembleia Popular de Viseu, reunida a 23 de outubro de 2026, propõe:
- Manifestar a sua solidariedade com todos os manifestantes que, no Porto, em Lisboa e no resto do país, têm mantido diariamente a luta pelo direito à habitação;
- Reconhecer e saudar a resistência de quem tem permanecido acampado nas ruas, dando o seu tempo, a sua energia e a sua presença a uma luta que é de todas e de todos;
- Repudiar qualquer atuação repressiva, desproporcionada ou intimidatória das autoridades contra manifestantes pacíficos, exigindo o respeito pelo direito constitucional à manifestação e à liberdade de expressão;
- Exigir o respeito pelo direito à manifestação e à organização popular, sem intimidação, violência ou restrições injustificadas;
- Reafirmar a solidariedade e a união entre as diferentes mobilizações populares, reconhecendo que a luta pelo direito à habitação é uma luta comum, que atravessa todo o país;
A Assembleia Popular de Viseu manifesta a sua solidariedade com quem continua nas ruas e nos acampamentos, resistindo e lutando também por todas e todos nós.
Pelo direito à habitação! Pelo direito à manifestação! Pela solidariedade entre todas as lutas!
Proposta de Voto n.º 3 – Assembleia Popular de Viseu | 23 de outubro de 2026
Voto de Apoio e Apelo à Participação na Manifestação «Casa para Viver» – 14 de Novembro
Considerando que a luta pelo direito à habitação exige uma mobilização coletiva, capaz de unir pessoas, movimentos e organizações em torno de reivindicações comuns;
Considerando a convocatória da manifestação «Casa para Viver», para o próximo dia 14 de novembro, com mobilizações em diferentes pontos do país, incluindo Viseu, marcada para as 15 horas no Rossio e convocada pelos coletivos:
- Ciclo de Cultura Cigana
- CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação (núcleo de Viseu)
- Inércia do Tempo – Associação LGBTQIA+
- MDM – Movimento Democrático de Mulheres (núcleo de Viseu)
- Não Dá Mais (núcleo de Viseu)
- Olho Vivo (núcleo de Viseu)
- Plataforma Já Marchavas
- Porta a Porta (núcleo de Viseu)
- SOS Racismo (núcleo de Viseu)
- UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta (núcleo de Viseu)
- União de Sindicatos Viseu
- URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses (núcleo de Viseu)
A Assembleia Popular de Viseu, reunida a 23 de outubro de 2026, propõe:
- Manifestar o seu apoio à manifestação «Casa para Viver», convocada para o dia 14 de novembro, reconhecendo a importância da mobilização popular na defesa do direito à habitação;
- Apelar à participação de toda a população nas manifestações e concentrações que terão lugar nesse dia, por todo o país;
- Apelar, em particular, à participação na concentração de Viseu, marcada para o dia 14 de novembro, às 15h00, no Rossio, convidando todas as pessoas, movimentos e organizações a juntarem-se a esta mobilização;
A Assembleia Popular de Viseu apela a que todas e todos se juntem à manifestação «Casa para Viver», no dia 14 de novembro, fazendo ouvir a sua voz na defesa do direito à habitação.
14 DE NOVEMBRO | 15H00 | ROSSIO – VISEU
A HABITAÇÃO É UM DIREITO, NÃO É UM NEGÓCIO!